Viajar nunca foi tão fácil. Em poucos minutos, é possível descobrir um destino nas redes sociais, comparar hospedagens, montar um roteiro com inteligência artificial, traçar o caminho pelo celular e encontrar avaliações de outros viajantes antes mesmo de sair de casa.
Mas toda essa facilidade trouxe uma consequência importante: o viajante também se tornou mais exigente.
O turista contemporâneo procura praticidade, liberdade de escolha, experiências relevantes e soluções que façam sentido para o seu jeito de viajar. E essa transformação está acontecendo rapidamente.
As perspectivas para o mercado doméstico em 2026 reunidas pelo Ministério do Turismo apontam justamente para uma aceleração da transformação tecnológica, com inteligência artificial, hiper personalização e curadoria de experiências ganhando espaço. Ao mesmo tempo, cresce a procura por relações mais humanas, seguras e confiáveis durante a jornada. É uma combinação que diz muito sobre o futuro da hospedagem: mais tecnologia, sim, mas também mais experiência. E entender esse novo cenário é essencial para compreender para onde o turismo está caminhando.
O perfil do viajante brasileiro está mudando
Durante muito tempo, planejar uma viagem significava procurar informações em guias, ligar para hotéis, consultar agências e organizar praticamente cada etapa com antecedência. Hoje, a jornada pode começar com um vídeo de poucos segundos. Um destino aparece no feed, desperta curiosidade e, logo depois, o viajante começa a pesquisar hospedagem, localização, avaliações, preços, atrações e experiências próximas. Essa autonomia criou um turista muito mais informado.
Mas também criou algo interessante: quanto mais possibilidades existem, maior é a necessidade de encontrar aquilo que realmente combina com cada pessoa.
É por isso que algumas das principais tendências de turismo para 2026 caminham na direção da personalização, da tecnologia e da busca por experiências mais significativas.
1. Tecnologia deixou de ser diferencial e passou a fazer parte da viagem
Do planejamento ao check-out, praticamente toda a jornada turística já pode passar pelo celular. E a inteligência artificial está acelerando ainda mais essa transformação.
Isso significa que pesquisar “onde viajar nas férias?” já pode resultar em um roteiro personalizado considerando orçamento, número de dias, interesses e até estilo de viagem.
tecnologia e atendimento humano não precisam competir.
As melhores experiências tendem justamente a combinar os dois. A tecnologia pode eliminar etapas desnecessárias, facilitar reservas e organizar informações. Já as pessoas entram onde algoritmos nem sempre conseguem chegar: contexto, acolhimento, confiança e resolução de situações específicas.
2. O viajante quer experiências cada vez mais personalizadas
Família com crianças, casal, grupo de amigos, pessoas viajando sozinha, terceira idade, viagem rápida de fim de semana ou férias planejadas durante meses.
Todos são turistas. Mas dificilmente procuram exatamente a mesma experiência.
É por isso que falar sobre o novo perfil do viajante brasileiro também significa reconhecer que já não existe apenas um perfil. Há vários.
E a tendência é que empresas de turismo e hospedagem entendam cada vez melhor essas diferenças.
A hiper personalização aparece entre as perspectivas apontadas para o turismo brasileiro em 2026, juntamente com uma curadoria mais qualificada das experiências. Na prática, isso significa sair da lógica de simplesmente oferecer muitas possibilidades e avançar para algo mais valioso: ajudar o viajante a encontrar a possibilidade certa para ele.
3. Viajar bem não significa necessariamente viajar para longe
Outro comportamento que deve ganhar força é a busca por viagens mais curtas, destinos nacionais e lugares alternativos aos grandes pontos turísticos saturados, segundo as tendências reunidas pelo Ministério do Turismo para 2026. Isso amplia a própria definição de férias.
Viajar não precisa acontecer apenas uma vez por ano, durante um longo período e para um destino distante.
Um feriado prolongado, alguns dias no litoral, uma escapada de fim de semana ou a descoberta de uma cidade próxima também podem fazer parte da rotina de quem deseja viajar mais.
Para o setor de hospedagem, essa mudança representa uma oportunidade importante: estar presente em diferentes momentos da vida do viajante, e não somente nas grandes férias anuais.
4. Experiência importa tanto quanto destino
Por muito tempo, a pergunta central de uma viagem foi:
“Para onde vamos?”
Ela continua importante. Mas agora divide espaço com outra:
“O que queremos viver quando chegarmos lá?”
Gastronomia, natureza, cultura, bem-estar, esporte, descanso e experiências locais passaram a ter um peso cada vez maior na construção de uma viagem.
O Ministério do Turismo aponta que as escolhas tendem a se tornar mais conscientes, planejadas e profundas, com preferência crescente por experiências personalizadas e transformadoras. Isso muda também o papel da hospedagem.
O hotel deixa de ser visto somente como o lugar onde a pessoa dorme entre um passeio e outro. Ele passa a integrar uma experiência maior, conectada ao destino e àquilo que o viajante deseja viver.
5. Sustentabilidade entra definitivamente na conversa
Outra transformação importante está acontecendo na relação entre turismo, destinos e comunidades. A discussão já começa, inclusive, a ultrapassar o conceito tradicional de turismo sustentável.
Durante o Salão do Turismo de 2025, especialistas discutiram o avanço do chamado turismo regenerativo: uma visão em que a atividade turística não busca apenas reduzir impactos, mas também contribuir positivamente para os ecossistemas e as comunidades dos destinos visitados.
Para o viajante, isso pode aparecer de diferentes formas: valorização da cultura local, contato com a natureza, consumo de produtos regionais, escolhas mais responsáveis e interesse por experiências autênticas.
Para empresas do setor, significa compreender que o futuro do turismo também passa pela forma como cada viagem se relaciona com o lugar onde acontece.
6. Quanto mais digital o turismo fica, mais importante se torna o cuidado humano
Parece contraditório, mas uma das tendências mais interessantes do turismo atual nasce justamente do avanço tecnológico.
Quanto mais automatizamos tarefas, mais perceptível se torna a diferença que um bom atendimento humano pode fazer.
O próprio cenário projetado para 2026 reúne duas tendências aparentemente opostas: de um lado, IA, tecnologia e hiper personalização; do outro, uma procura crescente por relações humanas, seguras e confiáveis ao longo da viagem.
Isso acontece porque viajar envolve expectativa.
Há dinheiro, planejamento, férias, família e, muitas vezes, meses de espera envolvidos em alguns poucos dias.
Quando algo foge do esperado, uma resposta automática nem sempre basta.
Por isso, o futuro da experiência turística provavelmente não será digital ou humano.
Será digital e humano.

E como será a hospedagem do futuro?
Talvez ela seja menos sobre um modelo específico de hotel e mais sobre a capacidade de acompanhar diferentes formas de viajar.
O futuro da hospedagem tende a ser conectado, simples e personalizado. Mas também precisa ser flexível, acolhedor e capaz de compreender que diferentes viajantes têm diferentes necessidades.
É justamente nesse ponto que modelos baseados em relacionamento de longo prazo, como os clubes de férias, encontram um cenário interessante.
Enquanto uma hospedagem tradicional geralmente começa e termina naquela estadia, um clube pode acompanhar diferentes momentos da vida de uma pessoa: viagens em casal, férias com os filhos, escapadas de fim de semana, novas fases da família e novos destinos ao longo dos anos.
A relação deixa de ser apenas com uma reserva. Passa a ser com a trajetória de quem viaja.
O turismo mudou. E o Clube Candeias também está evoluindo
O Clube Candeias acompanha o turismo brasileiro desde 1968.
E basta comparar a forma de viajar daquela época com a de hoje para perceber o tamanho dessa transformação.
Mudaram os meios de pesquisar destinos. Mudaram as tecnologias. Mudaram as expectativas. Surgiram novos comportamentos, novas gerações de viajantes e novas maneiras de planejar as férias.
Ao longo dessa história, o Candeias também cresceu, incorporou novas possibilidades de hospedagem, ampliou destinos e acompanhou as mudanças na forma como seus associados viajam.
Agora, essa evolução também passa pela maneira como a marca se apresenta.
Porque modernizar uma marca não significa abandonar sua história.
Significa fazer com que aquilo que as pessoas veem por fora consiga representar a transformação que já está acontecendo por dentro.
O propósito que começou décadas atrás continua fazendo sentido: ampliar possibilidades para que mais pessoas possam viver a experiência de viajar.
O caminho para realizá-lo, porém, precisa acompanhar o viajante de hoje.

O futuro do turismo já começou
Talvez a maior tendência do turismo não seja uma nova tecnologia, um destino específico ou uma nova forma de hospedagem.
Seja a capacidade de mudar.
O viajante brasileiro continuará descobrindo novas maneiras de pesquisar, escolher, reservar e viver suas viagens. A tecnologia continuará avançando. Novos destinos ganharão espaço. E aquilo que hoje parece inovador poderá se tornar básico em poucos anos.
As marcas capazes de acompanhar esse movimento serão justamente aquelas que entenderem algo essencial:
evoluir não significa esquecer de onde se veio. Significa estar preparado para onde as pessoas querem ir.
E, depois de quase seis décadas acompanhando diferentes gerações de viajantes, o Clube Candeias também está pronto para o próximo destino.
Uma nova marca. O mesmo propósito de sempre.




